
Tive a minha primeira experiência em cima de uma motorizada aos 14 anos. Era de uma amiga, uma prenda dos pais. Não me atrevia a conduzi-la. "Sou azarada demais para pegar numa mota, espeto-me logo na primeira curva", dizia eu, em resposta aos incentivos dela para que eu conduzisse o seu brinquedo. E devia ter seguido aquela minha teoria, mas água mole em pedra dura, tanto bate até que fura! Lá fui convencida a tentar conduzir a mota. Sentei-me, confiante, e rezei para que não me espetasse na primeira árvore. Funcionou. Não me espetei na primeira árvore, mas também não fui muito longe. Acelerei a mota, ela começou a andar e eu cai. Fiquei no mesmo sitio, de cu no chão. Não me magoei, salvo uns arranhões nos braços, estava inteira. A partir daí veículos de duas rodas, com excepção das bicicletas, só ando à pendura.
E foi esta a minha primeira experiência ao volante de uma motozita. Era um belo dia de sol, algures entre Julho e Agosto, e eu fui de cu ao chão.
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