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O carregador do meu computador avariou.
Em 2008 o primeiro carregador do meu Toshiba bateu as botas mesmo às portas do Natal. Fiquei desesperada. Estava cheia de trabalhos para entregar e o computador sem bateria. Salvou-me o meu amor que me ofereceu um novo como prenda do Natalinho.
Um carregador? Sim! Um carregador. Aquilo que eu mais precisava naquele momento. Não tive que lho pedir. Não precisei. Perante o meu desespero e falta de euros, o B. trocou o que já havia pensado oferecer-me pelo carregador.
Falta de romantismo podem pensar alguns. Não concordo. Não é um ramo de rosas, uma pandora carregada de pedras ou uma mala Louis Vuitton que diz o quanto vale o amor dele por mim. São estes pequenos actos. Porque eu não preciso de uma camisola giríssima para me sentir amada. Porque todos os dias, tal como naquele Natal, ele me dá exactamente o que eu preciso. Sem eu dizer nada. Ele, simplesmente, sabe.
É por isto e muito mais que te amo. Por estares aí quando eu preciso. Por me mostrares todos os dias, com pequenos gestos, o quanto gostas de mim.
(sim hoje estou de lamechices.)

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