
Sinto que é cada vez mais difícil manter amizades. Se calhar a culpa é minha e ainda não me apercebi. O que é certo é que as pessoas me desiludem mais e mais todos os dias. Ora mentem, ora omitem, ora desconversam... Por aí fora.
Não peço muito numa amizade. Não me considero exigente. Gosto apenas que não me mintam, que não me usem e depois me façam sentir o número 13, como aquele que está a mais numa mesa.
Mas parece que já não se fabricam pessoas com estes qualidades.
Acho que às vezes dou importância de mais a pessoas que não merecem. Sou mole. Faço tudo e pouco peço e depois olha... vai de pontapés na puta.
Isto de levar pontapés cansa, sabiam? Faz dói-dói que não cura... Por isso se poderem parem com a brincadeira, sim?
Esta conversa toda de amizades, lembra um dos livros que mais gostei de ler na minha vida, e que sempre que posso volto a reler. O Principezinho, de Saint-Exupéry. Não sei se se recordam, mas o livro falava de tudo aquilo que os nossos olhos não vêem, nas coisas e nas pessoas, que as tornam especiais quando as acabamos por conhecer. Uma árvore é somente uma árvore até ao dia em que eu passo a distingui-la no meio de tantas outras. Até ao dia em que nos cativamos. Pois bem, a mim muitas são as pessoas que me cativam, no entanto poucas permanecem para se tornarem verdadeiramente amigos. E mesmo assim há aqueles que conseguem a proeza fantástica, de aos poucos e poucos o deixarem de ser.
Se me vão desiludir. Se não é uma amizade daquelas do antigamente, que não se fazem nos dias que correm, epah... não em cativem. A sério. Obrigada!

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