terça-feira, 22 de junho de 2010

21h. Bato na parede da sala antes de sair. A L. vai à janela, “vamos?”, pergunto. “Ainda não posso”, diz ela. “ok eu e a minha irmã vamos já.” Saio eu e a minha irmã. Sentamo-nos nos grandes canteiros de areia que estiveram sempre ali. Nunca lá via nada plantado. Só buracos para o berlinde e quadrados desenhados para a maca e os países.

Começa a chegar mais malta. Jogamos à bola e às escondidas. Algumas almas impacientes reclamam dos nossos gritos. Não conseguem dormir, dizem. Nós não queremos saber. É Verão, estamos de férias, nada nos pode perturbar.

00:00h e muitas brincadeiras depois o meu pai assobia (na altura não tínhamos cão e ele treinava connosco). Voltamos para casa. Deitamo-nos e sonhamos a cor-de-rosa como só as crianças sabem fazer.

Acordo.

Estou na biblioteca da escola a fazer o relatório de estágio. Está calor e sol e foi para aqui que a minha memória me levou. Para a minha velha infância. Que saudades tenho dela…

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