Quando o Kork morreu a revolta apoderou-se de mim. 9 anos foi pouco tempo para o ter por perto. Ainda tinha tanto para lhe dar e ele a mim. Durante uma semana vivemos convencidos de que nunca mais quereríamos outro cão e que, caso mudássemos de ideia teria que ser um Pastos Belga. Queríamos um segundo Kork. Mas isso é impossível, ele é insubstituível! No entanto, uma semana depois, rumámos à Bianca, em Sesimbra, para ver se conseguiamos escolher algum amiguinho de quatro patas, para ajudar e que nos ajudasse a superar a perda do Kork. Não conseguimos escolher. Mas ela escolheu-nos desde o primeiro minuto em que nos viu e não nos largou mais. Trouxemo-la para casa. Nos primeiros tempos foi estranho, parecia que ela não encaixava, que estava a ocupar um lugar que não lhe pertencia.
Com o passar dos dias ela foi-nos conquistando, foi criando o seu próprio espaço. Deu-nos mil e uma razões para a amarmos. Aos poucos ela ajudou-nos a conseguir viver sem o Kork. Nunca a esquecê-lo!
Hoje esta menina é a princesa da casa, e é a prova de que não há nada melhor do que dar amor para superar uma perda.

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