domingo, 28 de abril de 2013

Karma

Até tenho dificuldades em acreditar na sorte que nós temos com os apartamentos para onde vamos.
Durante estes meses em que estive ausente da blogosfera eu e o senhor meu esposo mudámos de casa. Viemos para Azeitão, onde sempre quisemos ter casa, para um T2, numa zona de campo super calma. Pensava eu. É que isto parece mentira. Lembram-se de ter escrito sobre os vizinhos de cima (em Corroios) que não se entendiam? Pois que por lá as coisas azedaram e muito. Passou-se mesmo à violência e tivemos que chamar a policia. Foi horrível. Mas eles continuaram juntos, pelo menos até me vir embora, e não me pareceu que a menina tivesse apresentado queixa. A menina, que vim a ver depois é uma ex-participante do Secret Story 1. Se insistirem muito digo qual.
Mas adiante. Quando nos mudámos para a nova casinha pensei que este tormento de gritos e pancada parasse. Mas enganei-me. Os meus vizinhos do lado parecem dois cães, sempre a discutir. Pancada nunca ouvi, mas também só pegamos com a casa-de-banho, e eu quando vejo que a coisa está a azedar fecho a porta e regresso ao sossego. Têm uma criancinha para aí com 2 anos, mas só saem alhadas daquelas bocas. Uma verdadeira vergonha!
Como se isto não me bastasse há já dois fins-de-semana que acordo com um bebé a berrar e uma louca a gritar "CALA-TE" "DEITA-TE" "CALA-TE, CALA-TE, CALA-TE!!!". Fico logo em pânico. A criança lá acaba por se calar, não sei como que com aqueles gritos até eu fico aflita. Hoje quando ouvi os gritos tentei perceber se era a vizinha do lado. Não me pareceu. Queria perceber de onde vem esta tortura. Do meu prédio já percebi que não é, visto só os vizinhos do meu lado terem filhos. Se for de outro prédio e eu quiser denunciar (que é a vontade que tenho) é mais complicado. É que não percebo de onde vem...
Faz-me também muita confusão os vizinhos mais próximos não fazerem nada. Depois é ouvir desgraças nas notícias e testemunhas dizerem "ahhh eu ouvi-a isto e aquilo...", mas fazer algo é coisa que não assiste ao povo.


Sem comentários:

Enviar um comentário